24 de nov de 2009

Ciência e Vida



No mundo, possuímos centrais elétricas
que asseguram a iluminação de grandes cidades.
Impossível, no entanto, olvidar o
s milhões de criaturas que ainda
se debatem nas trevas da ignorância.

Dispomos de usinas poderosas que geram
força indispensável à manutenção do trabalho
em largas faixas do Globo.
Forçoso lembrar, porém, que surpreendemos,
em toda parte, legiões de pessoas tombadas
em desânimo ou desespero, a caminho
da criminalidade ou do suicídio,
à míngua de energia espiritual.

Realizamos, com êxito, a ablação de tumores malignos.
Necessário, todavia, observar que ainda não sabemos
como impedir a formação dos quistos de ódio
que infelicitam as almas.

Construímos palácios de moradia com todos
os apetrechos da civilização.
Imperioso, entretanto, anotar que em nenhuma
época do passado, tivemos que facear
tantos processos de angústia e de obsessão.

Num átimo, escutamos essa ou aquela mensagem,
expedida sem fio, de ponta a ponta do Planeta.
Quase sempre, contudo, ignoramos de que modo ouvir,
com serenidade e proveito, as queixas
do próximo em sofrimento.

Transita-se agora da Terra para a Lua,
ultrapassando-se as barreiras da gravitação.
No entanto, muito de raro em raro, aprendemos
a superar as trincheiras da indiferença
ou da aversão para viajar de uma casa para outra
ou de nossa alma para outra alma, a serviço da paz.

Ciência e vida; bendita seja a inteligência
que esculpe as técnicas avançadas do progresso,
responsáveis pelas novas facilidades humanas,
entretanto, é preciso reconhecer que
sem Jesus Cristo aplicado à nossa própria vida,
estaremos sempre andrajosos e famintos de coração.

Emmanuel/Chico Xavier
de Paz e Renovação

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