22 de nov de 2009

Cânticos de Louvor



Quando a vida começava no mundo,
os pássaros sofriam bastante.

Pousavam nas árvores e sabiam voar,
mas como haviam de criar os filhotinhos?
Isso era muito difícil.

Obrigados a deixar os ovos no chão,
viam-se, quase sempre, perseguidos
e humilhados.

A chuva resfriava-os e os grandes animais,
pisando neles, quebravam-nos sem compaixão.

E as cobras? Essas rastejavam no solo,
procurando-os para devorá-los,
na presença dos próprios pais,
aterrados e trêmulos.

Conta-se que, por isso, as aves se reuniram
e rogaram ao Pai Celestial lhes desse
o socorro necessário.

Deus ouviu-as e enviou-lhes um anjo
que passou a orientá-las na construção do ninho.

Os pássaros não dispunham de mãos;
entretanto, o mensageiro inspirou-os
a usar os biquinhos e, mostrando-lhes
os braços amigos das árvores, ensinou-os
a transportar pequeninas migalhas da floresta,
ajudando-os a tecer os ninhos no alto.

Os filhotinhos começaram a nascer
sem aborrecimentos, e, quando as tempestades
apareceram, houve segurança geral.

Reconhecendo que o Pai Celeste havia respondido
às suas orações, as aves combinaram entre si
cantar todos os dias, em louvor
do Santo Nome de Deus.

Por essa razão, há passarinhos que se fazem
ouvir pela manhã, outros durante o dia e outros,
ainda, no transcurso da noite.

Quando encontrarmos uma ave cantando,
lembremo-nos, pois, de que do seu coraçãozinho,
coberto de penas, está saindo o eterno agradecimento
que Deus está ouvindo nos céus.

Meimei/Chico Xavier
do Livro Pai Nosso

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