8 de jul. de 2009

Dançando Fora do Corpo Na Chuva






(E Rindo com os Espíritos, Por Aí...)

Chove nas ruas de minha cidade.
Chuva forte, que lava mais do que o chão.
E eu danço na noite...
E é dança forte, como a chuva.
Danço pensando na luz.
Olho a chuva e penso no amor.
E meus pés ganham asas...
Já não sou mais um menino.
Mas, o meu coração é criança.
Olho além da noite, e vejo a luz.
E minha dança me leva além das ruas...
E eu vejo outros, também dançando na chuva.
Eles deslizam, por entre os planos da vida.
E me pedem para falar da dança deles.
E eu esfrego os meus olhos, enquanto a chuva cai...

Eles riem e atravessam os carros e a chuva.
E me dizem que sua dança exonera das dores.
Eu danço com eles, mas ninguém vê.
Varo a noite rodopiando com os espíritos.
Só a chuva é nossa testemunha.
E como eles dançam! E que alegria!
Rindo, eles me falam das estrelas.
E que a morte não mata ninguém.
Ah, eles estão mais vivos do que nunca.
Vieram com a chuva, para lavar meu espírito.
Rindo, junto com eles, eu agradeço a chuva.
Então, eles seguem dançando no meio da noite...
Para partir as correntes de outros espíritos.
E eu danço de volta para o meu corpo.
A chuva que cai é nossa testemunha.
E a dança da vida continua, aqui e além...

P.S.:
Enquanto a chuva cai lá fora, os espíritos dançam.
E eu fico aqui, pensando no amor e na luz.
Pois eu sei que tem muita gente dançando nas pistas do infinito...
Enquanto correntes se quebram invisivelmente nas ruas da Terra.
Sim, e a chuva lava e leva antigos males, na dança da natureza.
Chove, chuva... Segue lavando a noite dos homens tristes e sem fé!
Eu sei que, acima das nuvens escuras, brilham as estrelas.
E, além, os espíritos dançam, vivem, riem, amam, e seguem...

Paz e Luz.

- Wagner Borges – sujeito sem jeito, que, na Terra,
não dança nada; mas que, no Astral,
dança como nunca, junto com um grupo
de espíritos cheios de alegria, música e amor,
sempre em nome da Luz.

São Paulo, 25 de março de 2009.

Notas: Não tenho como provar as coisas
do espírito para outros. Apenas escrevo e compartilho
o que O Grande Arquiteto Do Universo
me deixa ver no imenso concerto da vida universal.
E só isso já me deixa muito contente.
Não tenho verdades absolutas nem sei explicar mistérios
universais. Mas, o pouco do infinito que já percebo
em meu coração, me deixa cheio daquela
alegria e amor que não se explica, só se sente...
Sim, não posso provar nada;
mas, que tem vida além da morte, ah, tem sim!
E os espíritos dançam, sim, pois estão bem vivos.
E que legal poder escrever sobre isso, e
dançar junto, pelas pistas do Eterno,
e por aquelas outras, que estão dentro do próprio
coração espiritual.
Como diz o Pai Joaquim de Aruanda,
sábio mentor extrafísico das lides da Umbanda,
“cada um de nós é como uma gotinha;
os mentores espirituais são copos de água;
os grandes mestres são galões cheios de água;
e o Papai do Céu é o oceano de todos.”
Concluo esses escritos com duas palavras fortes,
cheias de valor:

NA FÉ! NA LUZ!

Fonte:www.ippb.org.br/

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