18 de dez de 2009

A Promessa de Natal



Howard D. Fencl



Vi um caminhão cheio de árvores de Natal
e cada uma tinha uma história para contar.
O motorista, colocou-as em fila e ficou à espera
que as pessoas as viessem comprar.
Pendurou umas lusinhas brilhantes
e uma placa em que se podia ler em
encarnado:

ÁRVORES DE NATAL PARA VENDER.

Quando o homem se servia de chocolate quente
duma garrafa térmica fumegante, uma mãe, um pai
e um menino pararam o carro apressados e
começaram a procurar a árvore mais bonita de todas.

O rapazinho ia à frente e com um olhar reluzente,
exclamou:

- Elas têm cheiro de Natal, mãe! Sinto o cheiro de Natal
em todo lado. Vamos comprar uma árvore de quilômetros de
altura. A maior que pudermos encontrar.
Uma árvore que chegue ao teto e nem dê para carregar.
Uma árvore tão grande que até mesmo o Pai Natal,
quando olhar, se admire e diga:
"Esta é a árvore mais bela que já vi neste Natal!”

Para achar o pinheirinho perfeito procuraram
com muito cuidado. Aqui e ali, e até mais de uma vez,
o pai examinou e balançou mais de seis.

- Mãe, mãe, encontrei, encontrei, o pinheirinho
do que mais gostei! Tem um raminho partido,
mas pode ficar disfarçado.
Do anjinho da avó tiraremos o pó e lá
no alto ficará a guardar-nos.

- Podemos comprá-la? Por favor, por favor!
- pediu com fervor.

- Que.tal um chocolate quente?
- perguntou o vendedor indulgente,
enquanto abria o termo para aquela gente.

- Isto sim vai aquecer o ambiente!
E em três pequenos copos de papel
serviu o chocolate quente.
Brindavam, esperançosos, a mais um feliz Natal.

- Escolheste muito bem. Este é realmente
o melhor pinheirinho. Feliz Natal - disse o homem,
amarrando o pinheiro com um cordão! Mas o rapazinho
estava triste porque o preço era alto demais
para o que o pai podia pagar.

Foi então que o vendedor lhe fez uma proposta:

- A árvore é tua com uma condição:
tens de manter uma promessa. Na noite de Natal,
quando te fores deitar e rezar promete guardar
no teu coraçãozinho o encanto do Dia de Natal!
E agora corre para casa, senão este vento gelado
as tuas bochechas vai queimar.

E assim foi, com o vento zunindo,
durante toda a noite gelada.
O bom homem ofereceu árvore, após árvore, após árvore.
Com cada pessoa que apareceu brindou
com o chocolate quente. E quem jurou manter
a promessa de guardar no coração o encanto
do Natal, saiu na noite contente,
cantando canções alegremente.

Quando tudo acabou só uma árvore restou.
Mas ninguém estava lá para esta árvore adotar.
Então, o homem vestiu o seu grosso casacão
e partiu para a floresta com a última árvore
da festa. Deixou o pinheirinho perto de um pequeno
riachinho, para que as criaturas sem casa pudessem
fazer dela a sua morada.

E sorria enquanto tirava os flocos de neve
que na sua barba encontrava.
Foi então que por detrás de um arbusto
uma rena quase lhe pregou um susto.
Olhou para ela e sorriu.
Fazendo uma festinha na grande criatura,
pensou com brandura:
"Parece que o Natal chegou novamente!
Ainda temos muito chão e muitas coisas para fazer!
Vamos para casa, amiga, trabalhar neste Natal
que vai começar". Olhou para o céu, ouviu os sinos a tocar e,
num pestanejar, já lá não estava o vendedor.

História de Howard D. Fencl
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FELIZ NATAL!

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