27 de jun de 2009

Afeições (179-182)



179 - No capítulo das afeições terrenas,
o casar ou não casar está fora da vontade
dos seres humanos?

- O matrimônio na Terra é sempre uma resultante
de determinadas resoluções, tomadas na vida
do Infinito, antes da reencarnação dos Espíritos,
seja por orientação dos mentores mais elevados,
quando a entidade não possui a indispensável
educação para manejar as suas próprias faculdades,
ou em conseqüência de compromissos livremente
assumidos pelas almas, antes de suas novas experiências
no mundo; razão pela qual os consórcios humanos
estão previstos na existência dos indivíduos,
no quadro escuro das provas expiatórias,
ou no acervo de valores das missões que regeneram
e santificam.

180 - A indiferença nas manifestações de sensibilidade
afetiva, dentro dos processos de evolução da vida
na Terra, nas horas de dor e de alegria,
é atitude justificável como medida
de vigilância espiritual?

- A indiferença que se traduz por cristalização
dos sentimentos é sempre perigosa para a vida
da alma; todavia, existem atitudes no domínio
da exteriorização emocional, que se justificam
pela nobreza de suas expressões educativas.

181 - Como entender o sentimento da cólera
nos trâmites da vida humana?

- A cólera não resolve os problemas evolutivos
e nada mais significa que um traço de recordação
dos primórdios da vida humana em suas expressões
mais grosseiras.
A energia serena edifica sempre, na construção
dos sentimentos purificadores; mas a cólera
impulsiva, nos seus movimentos atrabiliários,
é um vinho envenenado, de cuja embriaguez a alma
desperta sempre com o coração tocado de
amargosos ressaibos.

182 - O remorso é uma punição?

- O remorso é a força que prepara o arrependimento,
como este é a energia que precede o esforço regenerador.
Choque espiritual nas suas características profundas,
o remorso é o interstício para a luz, através do qual
recebe o homem a cooperação indireta de seus amigos
do Invisível, a fim de retificar seus desvios
e renovar seus valores morais, na jornada para
Deus.



Emmanuel/Chico Xavier(1940)
Fonte: O Consolador

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