3 de abr de 2009

Indulgência


-André Luiz-

Cap. X – Item 16


A luz da alegria deve ser o facho
continuamente aceso na atmosfera das nossas experiências.

Circunstâncias diversas e principalmente as de indisciplina
podem alterar o clima de paz, em redor de nós, e dentre elas
se destaca a palavra impensada como forja de incompreensão,
a instalar entrechoques.

Daí o nosso dever básico de vigiar a nós mesmos na conversação,
ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios.

Sejamos indulgentes.

Se erramos, roguemos perdão.

Se outros erraram, perdoemos.

O mal que desejarmos para alguém,
hoje, suscitará o mal para nós, amanhã.

A mágoa não tem razão justa e o perdão anula os problemas,
diminuindo complicações e perdas de tempo.

É assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade real.
Quem não reconhece as próprias imperfeições demonstra incoerência.

Quem perdoa desconhece o remorso.

Ódio é fogo invisível na consciência.

O erro, por isso, não pede aversão, mas, entendimento.

O erro nosso requer a bondade alheia; erro de outrem reclama
a clemência nossa.

A Humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de
quem a estime.

E ante o erro, debalde se multiplicam justificações e razões.

Antes de tudo, é preciso refazer, porque o retorno à tarefa é a
conseqüência inevitável de toda fuga ao dever.

Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais amplo em nós o
imperativo de perdoar.

Aprendamos com o Evangelho, a fonte inexaurível da Verdade.

Você, amostra da grande prole de Deus, carece do amparo de
todos e todos solicitam-lhe amparo.

Saiba, pois, refletir o mundo em torno,
recordando que o espelho, inerte e frio,
retrata todos os aspectos dignos e indignos à sua volta,
o pintor, consciente, buscando criar atividade superior,
somente exterioriza na pureza da tela
os ângulos nobres e construtivos da vida.


da obra - O Espírito da Verdade -
- Espíritos Diversos-
Chico Xavier e Waldo Vieira
-FEB-

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