3 de abr de 2009

Escuta, Meu Irmão



André Luiz



Não é a tua palavra primorosa a força
que te exaltará a inteligência e,
sim, o objetivo para o qual se dirige.

Não é a dádiva que te confere o título de benfeitor,
mas o modo pelo qual te manifestas, através dela.

Não é a fortuna material que te faz realmente rico e, sim,
a aplicação dignificante das utilidades que reténs a beneficio de todos.

Não é a fama terrestre a claridade que te coroa o nome
e sim a benção do Céu sobre a reta conduta que abraçaste
em favor do bem coletivo.

Não é a lição verbal o poder com que educarás
o companheiro de luta, nas tarefas de cada dia,
mas o teu exemplo reiterado na edificação comum
por intermédio da própria melhoria.

Não é a tua crença sectária, embora fervorosa,
que te guiará à sublimação na vida espiritual,
depois da morte do corpo e, sim, os teus atos
de bondade santificante, que serão testemunhas
permanentes de tua alma, onde estiveres.

Não é a fé sem obras que te iluminará a senda de progresso,
mas as obras dignificadoras que conseguires concretizar,
em ti mesmo e fora de ti, inspirado por tua fé.

Não é a cultura intelectual inoperante que te fará respeitável,
e sim o espírito de serviço com que te devotares,
em qualquer condição, à felicidade dos semelhantes.

Não é o êxito suscetível de sorrir-te na Terra,
por alguns dias breves, a fonte de alegria real que procuras
com os melhores anseios de coração, mas a paz de consciência,
no dever bem cumprido, nas obrigações de cada dia.

Busquemos ser, antes de aparentar e fazer, antes de instruir.

A verdade espera nossa alma, em cada ângulo de caminho,
dentro de nossa jornada para frente.

Assim, pois, construamos o nosso engrandecimento interior,
porque, hoje ou amanhã, o Sol Divino projetará sobre nós
a sua bendita claridade, revelando-nos, à luz meridiana,
tais quais somos.


André Luiz/Chico Xavier
Psicografia em Reunião Pública em 31-3-1950
do Livro Através do Tempo - Espíritos Diversos

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