15 de nov de 2009

Hoje Ainda




Reunião pública de 23.1.61
1ª Parte, cap. VII, § 8



Não esperarás pela fortuna,
a fim de servir à beneficência.

Muitas vezes, na pesquisa laboriosa do ouro,
gastarás o próprio corpo em cansaço infrutífero.

Cede, hoje ainda, a pequena moeda
de que dispões em favor dos necessitados.

O vintém que se transforma no pão do faminto
vale mais que o milhão indefinidamente
sepultado no cofre.

Não requestarás a glória acadêmica
para colaborar na instrução.

Muitas vezes, na porfia da conquista de lauréis
para a inteligência, desajustarás, debalde,
a própria cabeça.

Ampara, hoje ainda, o irmão que anseia
pelo alfabeto.

Leve explicação que induza alguém
a libertar-se da ignorância vale mais
que o diploma nobre, guardado inútil.

Não exigirás ascensão ao poder humano
a fim de proteger as vidas alheiras.

Muitas vezes, na longa procura de autoridade,
consumirás, em vão, o ensejo de auxiliar.

Acende, hoje ainda, para essa ou aquela criança
extraviada, a luz do caminho certo.

Pequeno gesto edificante, que incentiva um menino
a buscar o melhor, vale mais que a posição brilhante
sem proveito para ninguém.

Não solicitarás feriado para socorrer os aflitos.

Muitas vezes, reclamando tempo excessivo
para cultivar a fraternidade, perderás,
improficuamente, o tesouro dos dias.

Estende, hoje ainda, alguma palavra confortadora
aos companheiros que a provação envolve em lágrimas.

Uma hora de esclarecimento e esperança no consolo
aos que choram vale mais que um século de existência,
amarrado à preguiça.

Não percas ocasião para o teu heroísmo,
nem aguardes santidade compulsória
para demonstrações de virtudes.

Comecemos a cultura das boas obras, hoje ainda,
onde estivermos, porque toda migalha do bem
com quem for e onde for, é crédito acumulado
ou começo de progresso na justiça Divina.


Emmanuel/Chico Xavier
de Justiça Divina

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