11 de mar de 2010

Convite a Esperança



“Tudo suporta,, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.”

(1ª Epístola aos Coríntios: capítulo 13º, versículo 7.)


Não obstante estejam carrancudas as nuvens
do teu céu, prenunciando borrasca próxima
aflitiva, espera.

Após a tempestade que, talvez advenha,
talvez não, defrontarás dia claro
pelo caminho.

Embora a soledade amarga
a fazer-te sofrer fel e dor como
se já não suportasses mais a lenta
e silenciosa agonia, espera.

Amanhã, possivelmente dois braços amigos
estarão envolvendo-te e voz veludosa cantará
aos teus ouvidos gentil canção...

Mesmo que tudo conspire contra
os propósitos abraçados, ameaçando planos
zelosamente cuidados, espera.

Há surpresas que constituem
interferência Divina,
modificando paisagens humanas,
alterando rumos considerados
corretos.

Apesar de a chibata caluniosa
fazer-te experimentar reproche
e desconsideração, arrojando-te
à rua do descrédito, espera.

A verdade chega após a calamidade
da intrujice para demonstrar
a grandeza da sua força, renovando
conceituações.

À borda do abismo do desespero,
incompreendido e em sofrimento,
estuga o passo e espera.

Reconsidera atitudes mentais
e recomeça o labor.
O futuro se consolida mediant
e as realizações do presente..

Esperança expressa integração
no organograma da vida.

O rio muda o curso,
a montanha desaparece,
a árvore fenece, o grão germina,
enquanto esperam...

A mão grandiloqüente do tempo tudo muda.

O que agora parece sombras,
logo mais surge e ressurge
em ouro fulvo de luz.

Espera, diz o Evangelho, e ama.
Espera, responde a vida, e serve.

Espera, proclamam os justos, e perdoa.
Espera no dever distribuindo consolo
e compreensão, porqüanto, a fim de
que houvesse a gloriosa ascensão do Senhor,
na montanha da Betânia, aconteceram a traição
infame, o cerco da inveja, a gritaria do julgamento
arbitrário e a Cruz odienta,
que em sublime esperança o Justo transformou
na excelsa catapulta para o Reino dos Céus.

Joanna de ângelis/Divaldo P Franco
de Convites da Vida

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