15 de out de 2009

Lar Congelado



A indiferença em casa é qual cupim na madeira,
cujo reparo busca troca de peças.



Na função de sua finalidade, o ambiente do lar
deve ser mantido aquecido por uma energia constante,
gerada pela ação dos seus componentes,
com reações condizentes com os objetivos
de crescimento e desenvolvimento de valores
que farão com que cada um seja favorecido
naquilo do que mais necessita.

O somatório das experiências de cada um
dos que se encontram reunidos no instituto familiar,
apresenta um conjunto de valores que,
cambiados entre todos, facultarão a cada um
sejam aumentados esses valores, enriquecendo
o patrimônio moral de todos e, consequentemente,
favorecendo-lhes a evolução.

Daí a importância da mútua participação de todos,
sob a condução da experiência e vigilância
dos que se propuseram a formar um lar,
na feição das incontáveis dependências
que compõem a grande estância divina,
e em cujos pastos generosos Jesus apascenta
o rebanho de Deus para o aprendizado necessário.

Sem o calor da participação da mansuetude,
da renúncia e da solidariedade; sem a energia
que flui do esforço comum que favorece
o despertamento dos valores divinos
que se encontram esculpidos na intimidade
de cada Espírito e sem o conhecimento da razão
do existir do homem e da razão da sua finalidade real,
o lar entre em processo de resfriamento,
até que se congele pela coerção da indiferença
de seus componentes, que passam a agir desordenadamente,
até a desagregação total.

Alertamos os que constituem o conjunto familiar
para que se precatem contra as nevascas que
não são nada menos do que o assédio
das forças traiçoeira das trevas que,
nos estertores provocados pela luz,
tentam abalar as bases do arcabouço doméstico,
que deve ser escorado por pilares e colunas vigorosas,
construídos pelo material moral de que são portadores.

O interesse de cada um pelos problemas
e necessidades dos demais cria o que chamamos
de psiquismo grupal, que afiniza e caracteriza
a programação reajustadora dos Espíritos envolvidos,
cujos compromissos e débitos tiveram a sua origem
em passados infelizes, que têm no presente
a grande ensancha de modular e plasmar um futuro
de paz e harmonia, com a colaboração constante
do impositivo da lei de reencarnação.

Foi para que os Espíritos comprometidos entre si
se reposicionassem diante das Leis Divinas
que Jesus desceu das luminosas esferas espirituais,
trazendo para eles o roteiro infalível, para
a sua caminhada rumo ao infinito,
que é o Evangelho, na figura viva da Boa Nova.

pelo espírito de Maria Nunes
por João Nunes Maia
do Livro Unidade no Lar

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