13 de ago de 2009

Memorando


Casimiro Cunha

Reclamas alfinetadas
E choras por ninharia,
Mas não percebes o amparo
Que recebes dia a dia.

Enquanto vives no mundo,
Ante o corpo que te encerra,
Não sabes quanto socorro
Que te vem do Céu à Terra.

Sais de casa, muitas vezes,
Regressando, indiferente;
Entretanto, desfrutaste
O auxílio de muita gente.

Espíritos generosos
Em sustentando-te a paz,
Guardaram-te os aposentos,
Cerraram bicos de gás.

Outros muitos te garantem
Encontros, lucros, recados,
Trabalhando na memória
De parentes e agregados.

Na doença, ante os remédios,
Que te suprimem a dor,
Colhes o apoio invisível
Dos mensageiros de Amor.

Por muitas bênçãos que encontres
Nas pessoas benfazejas,
São muitas mãos de outros planos
Que te ajudam, sem que as vejas.

Nas provas inevitáveis,
Evita a lamentação,
O Céu te auxilia sempre
Sem contas de gratidão.

Casimiro Cunha/Chico Xavier
do Livro Janelas para a vida
Francisco Cândido Xavier e Fernando Worm

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