3 de abr de 2009

Letreiros Vivos



-André Luiz-

Cap. XVII – Item 3


Nas faixas mínimas da sua experiência cotidiana
surge o roteiro humano que você representa
para os outros.

Os traços do semblante pintam-lhe o clima interior.

Os seus objetos de uso pessoal compõem
o edifício da sua simplicidade.
A ordem dos seus afazeres
indica-lhe o grau de disciplina.

O cumprimento das suas obrigações
denuncia-lhe o valor da palavra empenhada.

O teor da amizade dos seus vizinhos, para com a sua pessoa,
qualifica a sua capacidade de se fazer entendido.

O diapasão da sua palestra dá o tom da sua altura íntima.

A segurança da sua opinião traduz a firmeza dos seus ideais.

Os tecidos que lhe envolvem o corpo
configuram-lhe o senso de naturalidade.

As iguarias da sua mesa revelam-lhe
o papel do estômago no mundo moral.

A natureza do cuidado com o seu físico fala francamente
de suas possíveis relações com a vaidade.

O seu presente diz, para todos,
o que você foi no passado e o que você será
no porvir, com reduzidas possibilidades de erro.

A uniformidade entre o movimento das suas idéias,
dos seus conceitos e das suas ações disseca,
à vista de todos, a fibra da sua vontade.

Todas as criaturas que lhe partilham a existência
lêem incessantemente os letreiros vivos
que lhe estabelecem a verdadeira identidade
nos panoramas da Vida, respondendo-lhe as mensagens
inarticuladas com aversão ou simpatia,
contentamento ou desagrado,
conforme a sua plantação de bem ou mal.




da obra - O Espírito da Verdade -
- Espíritos Diversos-
Chico Xavier e Waldo Vieira
-FEB-

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